domingo, 4 de julho de 2010

QUER TER SUCESSO NA ESCOLA? LEIA AS DICAS TILIBRA




Como Escrever Melhor
1. Tenha sempre em mente que o tempo do leitor é limitado. O que você escrever deve ser entendido na primeira leitura. Se você quer que seu trabalho seja lido e analisado por seus superiores, seja breve. Quanto menor o texto, maior a chance de ser lido por eles. Durante a 2ª Guerra Mundial, nenhum documento com mais de uma página chegava à mesa de Churchill.
2. Saiba onde você quer chegar.
Antes de redigir, faça um esboço, listando e organizando suas ideias e argumentos. Ele lhe ajudará a não se desviar da questão central. Comece parágrafos importantes com sentenças-chave, que indiquem o que virá em seguida. Conclua com parágrafo resumido.
3. Torne a leitura fácil e agradável.
Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande telegramas, não romances. Para enfatizar, sublinhe sentenças e enumere os pontos principais (como fizemos com essas "dicas").
4. Seja direto.
Sempre que possível, use a voz ativa.
Voz Passiva - "Estamos preocupados com que nosso projeto não seja aprovado, o que poderia afetar negativamente nossa fatia de mercado".
Voz Ativa - "Acreditamos que esse projeto é necessário para manter nossa fatia de mercado".
5. Evite "clichês".
Use suas próprias palavras.
Clichê - O último, mas não menos importante...
Direto - Por último...
6. Evite o uso de advérbios vagos.
E não esclarecedores, como "muito", "pouco", "razoavelmente".
Vago - O projeto está um pouco atrasado.
Direto - O projeto está uma semana atrasado.
7. Use uma linguagem simples e direta.
Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.
Jargão - Input, Output.
Português comum - Fatos/informações, resultados.
8. Ache a palavra certa.
Use palavras de que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões.
Palavras mal-empregadas são detectadas por um bom leitor e depõem contra você.
9. Não cometa erros de ortografia.
Em caso de dúvida, consulte o dicionário ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.
10. Não exagere na elaboração da mensagem.
Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação. Seja breve sem excluir nenhum ponto-chave.
11. Ataque o problema.
Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.
12. Evite palavras desnecessárias.
Escreva o essencial. Revise e simplifique.
Não Escreva Escreva
Plano de Ação Plano
Fazer um debate Debater
Estudar em profundidade Estudar
No evento de Se
Com o propósito de Para
A nível de Diretoria Pela Diretoria
13. Evite abreviações, siglas e símbolos.
O leitor pode não conhecê-los.
14. Não se contente com o primeiro rascunho.
Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite.
Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.
15. Peça a um colega para revisar seus trabalhos mais importantes.
E dê total liberdade para comentários e sugestões.

Como fazer uma redação
Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.
Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, "A descoberta do Brasil", falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.
Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.

Como ler bem
"Ler um livro é estabelecer um diálogo animado pelo desejo de compreender. Nossa leitura deve ser governada por um princípio fundamental de respeito à voz que nos fala no livro. Não temos o direito de desprezar um livro só porque contradiz nossas convicções, como também não devemos elogiá-lo incondicionalmente se estiver de acordo com elas". (Prof. Armando Zubizarreta).
Qualquer leitor, portanto, tem como primeiro desafio o de estar pronto para ler: disposto a aprender e aproveitar a leitura. Mesmo em caso de tratar-se, à primeira vista, de mera tarefa e não de algo que possa lhe dar prazer. Essa preparação exige dois pré-requisitos: prestar atenção e evitar a avidez. Devorar centenas de páginas não leva a nada.
Você vai ler? Saiba então que a compreensão de um texto exige mais do que o simples correr dos olhos sobre as letras. Comece por escolher um local tranquilo, confortável, bem iluminado. E não se apavore em caso de não conseguir entender tudo de imediato. A compreensão depende do nível cultural do leitor, que vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.
Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem ter entendido bem o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, se preciso, recorrendo a dicionários e enciclopédias. No entanto, não se deve interromper demais a leitura. Por isso, conforme-se em aprender o significado geral, sabendo que, com o hábito de ler, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.
Lembre-se sempre que um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor que quer ou precisa aprender. A leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em fases:
Faça um reconhecimento do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance é bom ter uma ideia do tema central.
Procure isolar as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens.
Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura.
Procure separar os fatos, das interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas.
Assim, você estará pronto para estabelecer suas próprias ideias sobre o texto. Mas lembre-se: o trabalho intelectual exige rigor. Por isso nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.

Como tomar notas
A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento. Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula, em livros, em pesquisas de campo. Manter os apontamentos é fundamental. Logo, nada de rabiscar em folhas soltas. Mas também não se deve ir escrevendo no caderno tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas supõe rapidez e economia. Por isso, as anotações têm de ser:
a. suficientemente claras e detalhadas, para que sejam compreendidas mesmo depois de algum tempo;
b. suficientemente sintéticas, para não ser preciso recorrer ao registro completo, ou quase, de uma lição.
Anotar é uma técnica pessoal do estudante. Pode comportar letras, sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro. Deve-se passar as notas para o caderno de estudos. O aluno tem de se acostumar à síntese: aprender a apagar mentalmente palavras e trechos menos importantes para anotar somente palavras e conceitos fundamentais. Outros recursos: jamais anotar dados conhecidos a ponto de serem óbvios; eliminar artigos, conjunções, preposições e usar abreviaturas.
É preciso compreender que anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais.

Como educar a memória
Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em reter o que foi lido, reproduzir e reconhecer uma série de experiências e pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória. Logo após o estudo de algum ponto ou matéria, nota-se que o esquecimento também trabalha: a mente elimina noções dispensáveis. Sem disciplina, entretanto, nunca haverá um jogo útil entre memória e esquecimento, entre horas de estudo e horas de descanso.
Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é importante, mas não só: saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico. As técnicas psicológicas de memorização são complexas, mas podem ser utilizadas simplificadamente pelo estudante. Algumas indicações:
a. ler mentalmente e compreender o assunto;
b. reler em voz alta;
c. concentrar a atenção em aspectos específicos: nomes, datas, ambientes, etc.;
d. notar semelhanças, diferenças, relações;
e. repetir várias vezes em voz alta ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);
f. fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a sequência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;
g. nunca esquecer de repousar, pois uma mente cansada aprende pouco e retém com dificuldade.
Como estudar em grupo
Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se ideias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.
Dois princípios a serem pensados:
a. o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;
b. as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.
Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.
Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo:
Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião;
Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento;
Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois.
É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.

FONTE:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ednilsom-comunicacao/dicas-tilibra.html#estudar

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O GRUPO NA ADOLESCÊNCIA

O grupo, no início da adolescência, faz parte do processo de emancipação familiar, busca pela autonomia, além da identidade pessoal. Para os pais, isto é visto como uma ameaça à integridade física e psicológica de seus filhos, já que não têm mais o controle que antes possuíam sobre os procedimentos dos mesmos. Para os adolescentes o grupo representa o apoio que necessitam para a experiência social de ser, desempenho dos papéis sociais e, especialmente, o desafio para crescimento psicológico e emancipação da influência familiar. Trata-se de uma etapa elementar do desenvolvimento em direção à vida adulta e à autonomia afetiva. Concomitante a essas necessidades, os adolescentes precisam buscar a definição de si próprios e sentir que pertencem a determinado grupo. Estes são os principais motivos que fazem com que prefiram mais a companhia de amigos que a de familiares. Tudo o que a família interdita, o grupo permite: já que não puderam escolher os pais, compensam tal imposição, escolhendo o grupo ou amigo de sua predileção. O grupo ainda oferece a oportunidade de alargar seu círculo de influência, de simpatia, o inverso do que ele vivencia na família, já que esta, inconscientemente, opõe-se à sua entrada em meios que lhe sejam estranhos ou desconhecidos. Esse receio fundamenta-se, especialmente nos dias atuais, devido ao alto índice de acontecimentos desastrosos, e que estão diretamente relacionados com o tipo de grupo que o jovem se aliou. O que os pais desconhecem é que, em plena fase da busca pela autonomia, um grupo representa para seus filhos uma das formas de afirmação do eu, um refúgio para suas problemáticas essenciais, medos, angústias, já que todos são semelhantes e, juntando-se, tornam-se fortes, criando uma sociedade à imagem peculiar e típica da adolescência, sendo regida por seus próprios estatutos. Quando um jovem adere a um grupo, inicia seu processo de organização coletiva, permitindo a ele afirmar-se com toda segurança, tendo em vista que os demais membros pensam e sentem como ele. Com isso, sente-se mais livre para se exprimir livremente, sem receio de não ser compreendido, pois os valores são comuns a todos do grupo, prevalecendo a fidelidade e a lealdade, fatores estes que, sozinho, faz com que se sinta impotente frente ao mundo dos adultos. É dentro do grupo que encontra espaço para desenvolver seu ideal de eu com segurança, o que facilita sua autoafirmação. Por outro lado, há o risco da alienação, se for incondicional sua submissão ao ideal coletivo, pois o indivíduo renuncia a parte de si mesmo e ao desenvolvimento de sua autonomia. Em situações de conflito, porém, irá sempre buscar em outras pessoas, não familiares, seu ponto de apoio e tal desestabilização social pode conduzi-lo a processos de indisciplina e de violência. O adolescente sabe que, no grupo, pode dar vazão à sua agressividade pessoal, além de facilitar que ele coloque em prática seu imaginário aventuroso, suas frustrações e rebeldias. Daí a importância dos pais quanto à vigilância dos pares com os quais seus filhos convivem, identificando certos comportamentos prejudiciais ao desenvolvimento tanto da personalidade como do processo de socialização. Devem estar sempre reavaliando suas próprias relações familiares, especialmente as problemáticas, indutoras que são de desvios comportamentais graves. Em resumo, conclui-se que a responsabilidade pelos atos antissociais cometidos pelo adolescente, não depende apenas do grupo ao qual se integrou (grande queixa de pais de filhos tidos como problemáticos), mas, de um conjunto de fatores que condicionam a formação pessoal do adolescente, passando pelos diferentes tipos de relações desenvolvidas pelas famílias e como ela faz a intermediação da passagem dos adolescentes para o convívio social.

FONTE: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1834694-grupo-na-adolesc%C3%AAncia/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Textos de História da 7ª série

Cultura, Cotidiano e Vida Privada no Brasil Império





Sistema eleitoral e vida privada – Após a independência, os homens brasileiros maiores de 25 anos, com certa renda anual, podiam ser votantes – eleitores de segundo grau. Em geral, trinta votantes escolhiam um eleitor de primeiro grau, o qual, dispondo do dobro da renda anual dos votantes, podia eleger e ser eleito vereador, deputado ou senador. Se dispusessem da renda mínima exigida, os analfabetos e os ex-escravos também poderiam eleger-se para o posto de vereador e serem eleitores de segundo grau. Fraudes permitiam que indivíduos mais modestos fossem reconhecidos como votantes, a fim de eleger os proprietários de suas terras. Assim, os senhores de engenho e os fazendeiros mantinham seu próprio eleitorado em suas terras.
Rio de Janeiro – Capital do Império do Brasil, o Rio de Janeiro também era o centro econômico e cultural do país, moldando o comportamento dos brasileiros durante os séculos XIX e XX. Considerando que a população do município praticamente dobrou nos anos 1821 – 1849, a corte abrigava nessa época a maior concentração urbana de escravos existente no mundo desde o final do Império Romano: 110 mil escravos para 266 mil habitantes. O Brasil será, até 1850, o único país independente a praticar o tráfico negreiro.

A língua portuguesa e a fala carioca – Havia muita diferença entre o modo de falar dos portugueses e dos brasileiros. O império dividia-se numa sucessão de falares distintos. Além disso, os escravos falavam as línguas africanas. Nessa época, o modo de falar dos habitantes do Rio de Janeiro começa a difundir-se para todo o país.

A música – Flauta, rabeca e violão aparecem como instrumentos musicais mais comuns no país até o início do século XIX. Os ritmos afro-brasileiros, como o lundu, predominavam, tendo por instrumentos as marimbas, agogôs e tambores. A partir de 1850, com o aumento das importações de pianos, eles se tornam objeto de desejo das famílias ricas. Comprando um piano, as famílias introduziam um móvel novo na casa (sobrado urbano ou sede de fazendas) e inauguravam um novo espaço: o salão. Nesse espaço, a vida familiar se tornará visível para observadores selecionados, através de bailes, saraus e serões musicais.

Carnaval – Nos bailes públicos e privados dançava-se a cachuca, dança andaluza que fez sucesso na primeira metade do século XIX, assim como o lundu. Depois veio a polca, o fandando, a valsa, a quadrilha e o schottisch, mais tarde conhecido como xote. A partir dos anos 1870 aparece o maxixe. No carnaval, houve a separação da festa de rua, o entrudo popular e negro (apesar da origem portuguesa), da festa de salão, dos brancos – o carnaval. Os bailes eram considerados mais civilizados, mais europeus e menos perigosos a saúde, pois no entrudo, além dos limões-de-cheiro, havia o risco de se receber na cabeça o conteúdo de penicos dos sobrados e as pauladas dos capoeiristas. Surgiram também os desfiles de carros alegóricos, no estilo do carnaval europeu.

Nacionalismo – Além das ações violentas contra o domínio português, o nacionalismo brasileiro desenvolveu comportamentos que tinham significados públicos de afirmação da identidade nacional. Cipriano Barata, deputado baiano que lutou pela independência do Brasil, só usava roupas tecidas em algodão brasileiro. No romance “A Moreninha”, escrito por Joaquim Manoel de Macedo, Carolina advertia seu namorado que fumasse apenas charutos brasileiros, e não cubanos, “porque isso era falta de patriotismo”.

Mucamas – A utilização das amas-de-leite era uma prática comum no Brasil Império. O aluguel de amas-de-leite representava uma atividade econômica importante nas cidades. Mukama é uma palavra do idioma quimbundo, que referia-se a escravos domésticos de ambos os sexos. No Brasil colonial passam a se chamar mucamas as escravas destinadas ao trabalho doméstico e ao aleitamento dos filhos dos senhores. Nas décadas de 1820 e 1830 encontram-se anúncios de jornal como: “aluga-se escrava ama-de-leite, parida a um mês e sem filho”. Após os debates europeus sobre as vantagens do aleitamento materno, o costume das amas-de-leite vai desaparecendo.

As cidades e as doenças - “Cupim, mofo e insetos, pululando em muito maior quantidade e variedade do que na Europa, atacavam os móveis, os livros, as roupas e os homens. Disseminadas pela mosquitada e as chuvas de verão, as febres alastravam-se pelo centro do Rio de Janeiro, já bastante povoado e com poços contaminados. A falta de água potável era um problema crônico na cidade, obrigando as autoridades a construírem o aqueduto da Lapa. Com o verão, tudo piorava, na ausência de uma rede de esgotos que só começa a ser construída no início dos anos 1860. Até esta data, e mesmo depois dela, os escravos encarregados de levar os dejetos domésticos até as praias, e por isso chamados “tigres” (muito provavelmente por causa da cor tigrada com que a matéria fecal sujava o seu corpo), continuavam ativos na cidade.” (Luiz Felipe de Alencastro – História da Vida Privada no Brasil).

Medo do Parto - Num contexto de muitas mortes causadas por doenças como cólera e a varíola, haviam dois grandes grupos de risco: os recém nascidos e suas mães. Ambos dependiam do talento das parteiras. Cultos ligados à proteção do parto, como Nossa Senhora do Amparo e do Bom Parto, revelam o medo da morte no momento do nascimento.

Sem sapatos – Fotos da época demonstram que um escravo de ganho (que era remunerado) podia ter meios para vestir calças bem postas, paletó de veludo, portar relógio, usar chapéu e fumar charuto. Mas tinha que andar descalço para deixar exposta a sua condição de cativo. Uma das astúcias dos escravos fugidos era conseguir sapatos e assim, misturar-se aos negros livres que andavam pelas cidades.

Fonte: ALENCASTRO, Luiz Felipe de. A Vida Privada e Ordem Privada no Império. In: NOVAIS, Fernando A. História da Vida Privada no Brasil: Império. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

História de Portugal - 6ª série

Uma história "portuguesa com certeza..."

É impossível falar em história do Brasil sem mencionar Portugal. É impossível falar em Portugal sem mencionar o mar. Como diria o historiador José Carlos Amado, "outras nações se desenvolveram sem que o mar tivesse a ver com sua história. Portugal não. Portugal é terra e é mar".
Pois quem disse que a história tem que ser ensinada com listas de reis, acontecimentos, guerras, questões econômicas... Será que o poema de Fernando Pessoa já não diz muito sobre as navegações portuguesas:


"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!"



É plenamente possível ensinar história através dos imaginários de uma época, dos medos, das paixões, dos sentimentos, dos símbolos, da religiosidade, da culinária, do vestuário, da literatura, da música, da pintura. A vida dos homens e das mulheres ao longo do tempo pode ser explicada pelos legados culturais. Através dos discursos que um povo constrói sobre si mesmo, como no fado de Amália Rodrigues:
"Há sempre um Vasco da Gama
no marujo português..."
Pois Portugal nos legou muitas coisas, em meio aos traumas da colonização. O melhor exemplo: uma língua que nos faz irmãos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste. Não seria a própria língua um belo ponto de partida para entender a História?

Texto trabalhado com as 6ª séries na aula de História

A Pátria das TouradasNas arenas lotadas, há muito mais que violência e crueldade. A disputa entre touro e toureiro tem tradições milenares que se confundem com as próprias raízes da Espanha.




Apesar dos protestos dos grupos que defendem os animais, as touradas sobrevivem como uma das mais controversas manifestações populares do mundo. Presentes em diversos países, na Espanha elas ganharam um destaque incomparável. Lá, estima-se que cerca de 6 mil touros sejam mortos em cada temporada, que dura de março a outubro. Segundo José Ortega y Gasset, um dos principais filósofos espanhóis, morto em 1955, não dá para entender a história da Espanha sem as corridas de touros. ”Essa festa tem feito os espanhóis felizes há muito tempo, embebido suas conversas e sua vida”, escreveu ele no livro La Caza y los Toros.
Durante séculos, todos pareciam ter certeza quanto às origens das touradas, que teriam sido levadas à Espanha pelos muçulmanos no século VIII. Mas pesquisas com textos medievais mostram que os próprios árabes só tiveram contato com os jogos taurinos ao chegarem à península ibérica (onde fica Portugal e Espanha). Sabe-se que os jogos envolvendo touros existem desde o século 16 a.C, como revela a cena de um afresco encontrado na ilha de Creta que mostra jovens agarrando os chifres desses animais. Na região da Espanha, os primeiros a lutar com touros teriam sido povos da época do Império Romano. Relatos romanos do fim da era pré-cristã descrevem rituais em que guerreiros enfrentavam touros selvagens.
Após o fim do Império Romano do Ocidente, no século V, os visigodos ocuparam a Espanha. E no que diz respeito aos jogos com touros, fizeram jus ao apelido de “bárbaros”. Em vez de se contentar em golpear o bicho com objetos cortantes, eles se jogavam sobre o touro, que normalmente já estava ferido, para imobilizá-lo e sufocá-lo com as próprias mãos (essa lutas corpo a corpo ainda existem fora da Espanha, nas touradas portuguesas). Com a invasão dos muçulmanos, vindos da região africana do Magreb em 711, os costumes na Espanha sofreram uma reviravolta – que incluiu uma inovação no mundo das touradas. Conhecidos por sua habilidade na arte de montar, os magrebinos deram aos cavaleiros o papel central nos jogos dos touros. Eles matavam o animal com lanças, apoiados por auxiliares que, a pé, cercavam os animais.
A partir do século XII, anfiteatros de cidades como Sevilha viraram palcos de concursos em que cavaleiros armados com lanças competiam entre si para ver quem matava touros com maior eficiência. Nas cidades em que não haviam locais apropriados, o jogos se realizavam nas grandes praças públicas, daí a expressão usada até hoje: “praça de touros”. Durante os séculos XII e XIII, os cristãos da península Ibérica se empenharam em expulsar os mouros. Mas, entre os muitos traços deixados pelos árabes, ficou o gosto pelas touradas a cavalo.
No século XVII, os nobres que se destacavam nas touradas eram convidados a se exibir fora de seus domínios. Mas, muitas vezes, quem roubava a cena com coragem e destreza eram seus auxiliares. Plebeus, lutavam a pé, usavam capas para enganar os animais e passaram a participar mais da morte do touro. Quando os Bourbon, de origem francesa, subiram ao poder na Espanha, em 1700, a participação em touradas começou a ser vista como algo impróprio para a aristocracia. Enquanto a corte se deleitava com hábitos afrancesados, homens comuns viraram protagonistas das corridas de touros. Joaquín Rodríguez, o Costillares, nascido em 1729, trabalhava num matadouro e foi pioneiro no modo de manusear a capa – e nas roupas bordadas e enfeitadas.
No início do século XIX, o rei Carlos IV resolveu proibir todos os festejos com touros. As touradas voltaram com força total no início do século XX. As disputas entre os matadores José Gomez Ortega e Juan Belmonte marcaram a chamada “Idade do Ouro” das touradas. Com o fim da Guerra Civil Espanhola (1936 – 1939), surgiu aquele que para muitos foi o maior toureiro de todos os tempos: Manuel Rodríguez, o Manolete. Hábil e destemido, foi morto por um touro em 1947.

Adaptado da Revista Aventuras na História, Dezembro de 2006.

O dia de hoje na História!










Site do Jornal do Brasil, em parceria com o CPDOC, mantém blog com os fatos históricos de cada dia. Vale a pena conferir:

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php

segunda-feira, 14 de junho de 2010

IMAGENS DA COPA DO MUNDO 2010











Os alunos da 7ª série realizaram um trabalho envolvendo a criatividade e as cores na aula de Artes da Professora Maristela Boldt. Pintaram diversas figuras de animais da Floresta Africana. Foi uma aula que aliou o conhecimento, a arte e a alegria das cores! A cada finalização, os grupos corriam para expor sua arte no mural artístico da escola.








domingo, 13 de junho de 2010

O BRASIL JOGA NA COPA

Abaixo os jogos e horários (de Brasília) da Copa do Mundo 2010 do Brasil.

1ª fase
O grupo do BRASIL é o seguinte:
Grupo G – Brasil, Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

Calendário de Jogos do BRASIL:
15/6 (terça)
15:30 – Brasil x Coreia do Norte (Grupo G)

20/6 (domingo)
15:30 – Brasil x Costa do Marfim (Grupo G)

25/6 (sexta)
11:00 – Brasil x Portugal / Coreia do Norte x Costa do Marfim (Grupo G)

Oitavas de final: SE O BRASIL SE CLASSIFICAR
28/6 (segunda)
15:30 – 1° do G x 2° do H (jogo 54)
29/6 (terça)
15:30 – 1° do H x 2° do G (jogo 56)
Quartas de final
2/7 (sexta)
11:00 – vencedor do 53 x vencedor do 54 (jogo 57)
3/7 (sábado)
11:00 – vencedor do 52 x vencedor do 51 (jogo 59)
15:30 – vencedor do 55 x vencedor do 56 (jogo 60)
Semifinais
6/7 (terça)
15:30 – vencedor do 58 x vencedor do 57 (jogo 61)
7/7 (quarta)
15:30 – vencedor do 59 x vencedor do 60 (jogo 62)
Decisão de 3°/4° lugares
10/7 (sábado) às 15:30
Final
11/7 (domingo) às 15:30

Fonte: http://www.copaafrica.net.br/2010/05/28/tabela-da-copa-do-mundo-2010-data-dos-jogos/


sábado, 12 de junho de 2010

DICAS PARA BOM TRABALHO EM SALA DE AULA

1.Adapte o currículo da rede à realidade
Um plano de trabalho anual baseia-se no projeto pedagógico e nas orientações curriculares dos Planos de Estudos e deve estar de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos.
2. "O trabalho em classe depende do que é feito antes e depois dele. Por isso, estude o assunto e pense nas melhores maneiras de ensiná-lo. Crie as condições para a aprendizagem."3. Administre bem o horário de trabalho Pense na quantidade de horas que você vai dedicar aos estudos, à elaboração das aulas e à correção de tarefas.
3. Antecipe as respostas dos alunos
Cada problema proposto por você provoca um efeito no grupo. Os alunos podem apresentar respostas e dúvidas variadas e seguir estratégias diversas de resolução. Antes de iniciar a aula, pense em intervenções que colaborem para todos avançarem em relação ao conteúdo tratado.
4. Selecione os recursos para cada atividade
A escolha dos livros que serão consultados pela garotada e a organização de materiais como brinquedos, calculadoras, jogos e letras móveis – enfim, de tudo o que será usado na aula - precisa ser feita com antecedência. Desse modo, todos terão à disposição os recursos mais adequados e úteis para a realização das diferentes tarefas.
5. Reorganize a sala de acordo com a tarefa
A adequação do ambiente é o primeiro passo para um trabalho produtivo. Por isso, deixe-o arrumado de forma compatível com a atividade a ser realizada. Ao encontrar o pátio com cordas e bolas ou uma sala escura para ouvir histórias de terror, todos se envolvem mais com a proposta de ação.
6. Aproveite todo o material disponível
Não deixe que computadores e materiais específicos para o ensino de Arte ou de Ciências, por exemplo, fiquem encaixotados por falta de iniciativa ou medo de que estraguem. Se isso ocorre em sua escola, procure uma formação específica para utilizar esses recursos adequadamente e compartilhe essa atitude com seus colegas.
7. Não tranque os livros no armário
Obras de diferentes gêneros que compõem o acervo da escola precisam ficar disponíveis para consulta ou leitura por prazer. Em vez de deixá-las em armários trancados, coloque-as em uma sala de fácil acesso ou na própria classe, em prateleiras ou caixas à vista. Isso incentiva o hábito da leitura e o cuidado no manuseio das publicações.
8. Exponha os trabalhos, isso faz com que os alunos aprendam a apreciar e valorizar o que é do outro e acompanhar o que foi feito por todos.
9. Peça ajuda para arrumar os espaços
Ao terminar uma atividade, a responsabilidade por organizar a sala pode ser dividida com toda a turma, isso demonstra respeito aos demais.
10. Transgrida e mude sua prática
Experimente novos materiais, varie o tipo de atividade e reveja estratégias constantemente. Evite induzir todos os passos dos estudantes e permita que encontrem outras formas de trabalho.
11. Exponha a rotina diariamente
É essencial mostrar o que você vai ensinar, explicitando os objetivos, o conteúdo tratado, em quanto tempo isso vai se dar e como será a dinâmica. 13. Negocie acordos com a garotada
Apenas exibir o regulamento que deve ser seguido na escola não convence crianças e jovens e, por isso, não funciona. Os famosos combinados também só são bem aceitos quando feitos coletivamente e não impostos.
12. Tenha interesse pelas ideias dos estudantes
Ao propor atividades instigantes, em que são levantadas hipóteses, conheça o pensamento de cada um. Em vez de apenas corrigir erros, encaminhe o raciocínio dos alunos para que solucionem o problema.
13. Ao formar grupos, junte saberes diversos
Seu papel na divisão da classe para atividades em equipe é fundamental. Reúna aqueles com conhecimentos diferentes e próximos, que têm a aprender e ensinar. Explique que todos precisam atuar juntos para trocar informações – o que é diferente de cada um fazer uma parte da tarefa e juntar tudo no fim.
14. Acompanhe quem tem mais dificuldade
Não existem turmas homogêneas. Para atender os estudantes com diferentes graus de desenvolvimento, são necessárias estratégias variadas. Pense, com antecedência, em atividades que podem ser mais adequadas e desafiadoras para aqueles que não estão no mesmo nível da maioria.
15. Fique atento à experiência de todos
Em uma sala de aula, cada um tem uma história, vem de uma família diferente e tem uma bagagem de experiências culturais. Valorize essa heterogeneidade e note que a turma não tem uma só identidade, mas é o resultado das características de cada indivíduo.
16. Crie um ambiente de aceitação
Seu papel também é garantir que se estabeleçam relações de confiança e respeito. Por isso, torne constantes as propostas que proporcionam a cooperação, a amizade, o respeito às diferenças e o cuidado com o outro.
17. Dê o exemplo e não se omita no dia a dia
Assistir a uma situação em que ocorrem desrespeito ou preconceito sem reagir não condiz com o trabalho docente. Ao ser omisso, você passa uma mensagem à meninada. Por isso, destaque os comportamentos éticos e não deixe que outro tipo de relação faça parte da rotina da escola.20. Faça sempre o diagnóstico inicial
Antes de ensinar um conteúdo, faça o diagnóstico. Ele é uma ferramenta rica para registrar em que nível cada um está e o que falta para que os objetivos propostos sejam alcançados.
18. Diga ao aluno o que espera dele
Os critérios de avaliação devem estar sempre claros. Só quando o estudante sabe os objetivos de cada atividade e o que você espera, ele passa a se responsabilizar pelo próprio aprendizado. Essa prática é ainda mais importante do 6º ao 9º ano, quando há vários professores e é preciso coordenar diferentes maneiras de trabalho.
19. Documente os trabalhos significativos
Registrar as atividades e guardar as produções mais relevantes é importante para analisar o percurso de cada um e o que foi vivido em sala. Esse material é útil tanto para você orientar as próximas intervenções como para os pais.
20. Avalie o potencial de aprendizagem
Ao desafiar os jovens com questões sobre o que ainda não foi visto em sala, você analisa o percurso que estão construindo e a relação que fazem entre o conhecimento adquirido e informações novas.
21. Compartilhe os erros e os acertos
A função da avaliação é mostrar a você e aos alunos o que foi aprendido e o que ainda falta. Por isso, compartilhe os resultados pontuando os erros e mostrando como podem ser revistos.
Na hora de avaliar, note três aspectos: o avanço do grupo, as mudanças de cada estudante e o aprendizado de cada um.
22. Use a avaliação para mudar a estratégia
Propostos durante todo o ano, provas, seminários, relatórios e debates mostram o que os alunos aprenderam ao longo do processo. São úteis quando servem para redirecionar a prática e oferecer pistas sobre como trabalhar os conteúdos.
23. Reflita sobre sua atuação
A autoavaliação é preciosa para ajudar a perceber fragilidades, assim fica mais fácil buscar alternativas.
24. Paute as reuniões com os pais
Os assuntos tratados em cada encontro devem ser determinados de acordo com o que está sendo desenvolvido naquele momento com os alunos. Liste o que é relevante para os pais saberem e agende a reunião em um horário compatível.
25. Faça parcerias com os responsáveis
A reunião de pais não é o momento de críticas, mas de favorecer a participação e a parceria deles com você.
26. Informe-se sobre os familiares
Durante as reuniões, peça que os pais se apresentem e digam o que fazem. Anote tudo. Essas informações são valiosas para conhecer as profissões deles e pensar de que forma podem colaborar no desenvolvimento dos projetos didáticos.
27. Planeje com a ajuda dos colegas
Uma aula só é boa se é bem preparada. Aproveite o horário de trabalho pedagógico coletivo para isso. Você pode compartilhar ideias, articular conteúdos e planejar projetos em conjunto, medidas indispensáveis para construir uma escola de qualidade.
28. Recorra ao coordenador pedagógico
Para pensar as avaliações, dar ideias sobre materiais de uso em sala ou como trabalhar determinado conteúdo, o coordenador pedagógico é um parceiro. Convide-o a observar as aulas e indicar atividades e formas de aprimorar sua relação com o grupo.
29. Discuta sobre o ensino e a aprendizagem
Ao trocar ideias com outros professores, dê menos ênfase às questões de comportamento dos estudantes e mais às relativas à aprendizagem. Comente sobre o processo de cada aluno e questione se eles têm desempenho semelhante ao apresentado em suas aulas.
30. Priorize as relações profissionais
Uma boa convivência entre os colegas de trabalho deve ser pautada pelo conhecimento, pela colaboração e pela cooperação. É assim que se constrói um ambiente de troca de experiências profissionais.
31. Identifique e supere suas dificuldades
O primeiro passo para buscar mudanças é determinar suas falhas. Invista no que pode ser aperfeiçoado: peça ajuda à equipe pedagógica, que pode indicar livros, busque na internet orientações para suas dúvidas e converse com os professores para se aprofundar em determinados temas.
32. Mostre seu trabalho em outros lugares
Depois de organizar suas produções, compartilhe-as com os colegas. Conte a eles o desempenho das classes e o resultado das atividades. Para dar mais visibilidade e prestígio à sua carreira, amplie essa divulgação para a rede e inscreva-se em prêmios e congressos.
33. Aprenda com a prática dos outros
Os cursos de formação são os momentos mais ricos para conhecer educadores. As experiências trazidas por eles podem enriquecer seu repertório, ajudando a lidar com diferentes situações.
34. Continue os estudos para crescer sempre
Faz parte do trabalho docente pesquisar e ficar em dia com o que há de novo na área.
35. Use a tecnologia para ensinar
Muitos jovens devem ter melhor domínio do computador do que você. Se eles sabem usar a máquina, sua contribuição deve ser mostrar como ela pode ajudar a aprender os conteúdos. Procure capacitação.